Mãe afirma que morte de Bárbara foi um absurdo; advogado diz que PM fez o que devia

Matéria publicada no site Banda B por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha em 09/03/2015

Cinco meses após a suposta troca de tiros que terminou com a morte da estudante Bárbara Alves, de 16 anos, é realizada na tarde desta segunda-feira (9) a primeira audiência de instrução de Márcio Augusto Cardoso de Paula, o policial militar acusado pelo tiro que atingiu a adolescente. A situação ocorreu no dia 1° de outubro do ano passado após assalto contra um restaurante do bairro Santa Cândida, em Curitiba. A informação de que o tiro teria partido da arma do policial foi confirmada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR).

Para a mãe da vítima, Geovania da Silveira, toda a situação foi um absurdo e ela espera que a justiça seja alcançada o mais breve possível. “Este dia está sendo muito difícil para mim, porque parece que estou revivendo todo o momento da morte da minha filha. Eu não queria encontrar este policial, mas estou aqui pela Bárbara”, disse.

Segundo o advogado de Márcio, Eduardo Mileo, o policial irá manter tudo o que já disse, já que fez o acreditou ser o certo para o momento. “Houve o assalto e a polícia precisou agir. O Márcio só reagiu quando os assaltantes atiraram”, afirmou.

A ideia da audiência desta segunda é definir se o policial segue sendo julgado no Tribunal do Júri por homicídio culposo, ou se o julgamento será levado para a Justiça Militar. “Acreditamos que o crime foi doloso, já que não exigia tal medida e correu o risco de matar”, comentou o advogado de acusação, Gabriel Bittencourt.

Abalado

Mileo confirmou que o cliente segue afastado das ruas e comentou que ele está “muito abalado”. “Ele nunca tinha passado por isso em vinte anos de profissão e atingiu uma menina inocente”, concluiu.

O caso

Bárbara Alves saía da escola quando, segundo testemunhas, acabou atingida por um disparo logo após o assalto a um restaurante do bairro Santa Cândida, por volta das 12h.

Três policiais almoçavam no local quando escutaram o grito do caixa do estabelecimento, que pedia ajuda. Alguns policiais alegaram que houve uma troca de tiros, contudo testemunhas cravaram que os policiais teriam disparado antes de uma ação dos assaltantes

Fonte: http://www.bandab.com.br/seguranca/mae-afirma-que-morte-de-barbara-foi-um-absurdo-advogado-diz-que-pm-fez-o-que-devia/