Defesa de policial que matou estudante no Santa Cândida tenta evitar julgamento na esfera comum

Matéria publicada na Band News em 09/03/2015

Oito testemunhas foram ouvidas na segunda (9), no Tribunal do Júri, durante a primeira audiência de instrução do policial militar acusado de matar a jovem Barbara Antunes, de 16 anos. O caso aconteceu em outubro do ano passado, no bairro Santa Cândida. Márcio Augusto Cardoso e outros dois policiais militares à paisana almoçavam em um restaurante quando presenciaram um assalto. Os três atiraram para impedir a fuga dos bandidos, mas um dos disparos feitos pelo PM atingiu a jovem que voltava da escola. Barbara Antunes chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Cajuru, mas não resistiu e faleceu horas depois. Na Justiça Comum, o policial é acusado de homicídio com dolo eventual. Na denúncia, a promotora Marcela Marinho, do Ministério Público, afirma que Cardoso assumiu o risco de matar quando disparou os tiros em um local de grande circulação de pessoas. Já a Vara da Auditoria da Justiça Militar (VAJM) acusa o policial de homicídio culposo – quando não há a intenção de matar. O advogado de defesa de Cardoso, Eduardo Mileo, afirma que a estratégia da defesa é fazer com que o caso seja julgado unicamente na esfera militar.

 

Pela gravidade da ação policial, o advogado Gabriel Bittencourt não acredita que o policial possa ser julgado apenas pela Vara Militar.

 

Além da condenação pela morte da jovem, a família de Barbara Antunes cobra na Justiça o pagamento de uma indenização pelo estado. Marcio Augusto Cardoso foi afastado das atividades de rua e compõe agora o serviço administrativo da corporação. Uma das testemunhas de defesa, que não compareceu à audiência de segunda (9), deve ser ouvida nos próximos dias.

Fonte: http://bandnewsfmcuritiba.com/defesa-de-policial-que-matou-estudante-no-santa-candida-tenta-evitar-julgamento-na-esfera-comum/